Palestra sobre Prevenção e Controle da Cochonilha do Carmim
A FATRES sediou hoje, quinta 09/06, uma Palestra e Discussão sobre a praga da Cochonilha do Carmim – inseto que se alimenta da seiva das plantas e deixando-as amarelas e murchas, podendo também destruir a palma dentro de pouco tempo caso não combatida. A ação foi realizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), com o objetivo de discutir a prevenção e controle da cochonilha do carmim (dactylopius opuntiae).

Estiveram presentes na atividade Técnicos Agrícolas e Agropecuários, além de representantes dos Sindicatos e Secretarias de Ageicultura dos municípios do Território do Sisal. A palestra foi realizada pelo Engenheiro Agrônomo da ADAB, Albany Leite Lopes, Fiscal Estadual Agropecuário e Coordenador Estadual do Programa de Prevenção e Controle da Cochonilha do Carmim, que iniciou o evento apresentando algumas das ações realizadas pela ADAB e em seguida começou a falar da importância da palma forrageira para o semiárido brasileiro e, num Estado como a Bahia que tem 64% do Território é de semiárido, então a palma é necessária “a agricultura baiana depende da palma forrageira”.

Albany discorreu sobre as vantagens da produção da planta que serve como alimento para os animais, principalmente nos grandes períodos de estiagem, e também para a alimentação humana, mostrando as várias possibilidades de uso da planta e seu valor nutricional que está em crescimento no país. Partindo desse pressuposto, o engenheiro agrônomo apresentou o que é a Cochonilha do Carmim, esse inseto que se alimenta da seiva da palma e, além disso, também introduz toxinas que podem destruir a plantação em pouco tempo. A Cochonilha do Carmim tornou-se praga no Brasil a partir de 1998, através da tentativa de produzir o carmim extraído do inseto para comercialização e o primeiro foco na Bahia surgiu em 2017 e vem se disseminando, já existem focos da praga em vários territórios do estado.

O engenheiro comentou ainda sobre como ocorre a disseminação do inseto, que pode ser de maneira natural até pelos animais passando pelos locais infectados e carregando consigo o inseto, e pelo ser humano através do carregamento de palma infectada para localidades diferentes. Existem alguns tipos de controle, como biológico e o químico, porém o tipo de controle mais eficiente é a utilização de variedades da palma que são resistentes à praga, como a nopalea cochenillifera (palma miúda ou doce), a palma baiana, a orelha de elefante mexicana e a orelha de elefante africana.

Após a palestra foi aberta discussão para os técnicos e lideranças presentes, os quais puderam tirar suas dúvidas e discutir formas de prevenir e controlar a praga, além de procurar as melhores formas de levar essas informações aos agricultores para que a praga não se espalhe ainda mais e prejudique as propriedades.