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FATRES realizou atividade de avaliação final do Projeto de ATER

A atividade final do projeto Agricultura Familiar Forte e Empreendedora, foi realizada nesta quarta-feira (13), no STRAF de Queimadas-BA. A execução compreende o Lote 30 que teve duração de três anos e foi executado pela FATRES através da Chamada pública de ATER SDR/Bahiater N 001/2015.

O projeto atendeu prioritariamente Agricultores Familiares em sua maioria Mulheres, em 24 comunidades de três municípios do Território do Sisal – Santaluz, Queimadas e Nordestina, totalizando 720 beneficiários (as) atendidos com diversas atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). “Nós finalizamos o projeto com 99,9% das atividades realizadas, desde diagnósticos das UPFs, das comunidades, mobilização, planejamento, atividades coletivas, visita técnica, as 720 famílias 701 tiveram seu Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR). Não fechamos em 100% justamente porque havia agricultores sem sua documentação em ordem”. Explicou o Coordenador do lote 30 do Projeto, Allandelon Rios.

A abertura da atividade teve a presença do Presidente do Sindicato Domício Araújo e do representante da Secretaria de Agricultura de Queimadas Paulo Freitas.

Durante a atividade de avaliação também foi ressaltado pelos técnicos e agricultores as atividades comunitárias coletivas e intercâmbio de experiências e cursos. “As capacitações e os momentos de intercâmbio foram importantes para os agricultores aprimorarem suas técnicas e também aprenderem outras alternativas e reproduzi-las nas suas propriedades com a ajuda do técnico (a) ”. Avaliou o técnico de Campo, Lucas Oliveira.

Alguns resultados também foram destacados na reunião de avaliação final do projeto referente ao acesso a políticas públicas para a agricultura familiar. Dentre os resultados, estão a garantia Safra 648 agricultores contemplados nos dois últimos anos do projeto e atualmente 90% destes beneficiários acessam o financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). 7,3 % destes beneficiários tendo acesso a políticas públicas de comercialização por meio do Programa Nacional de Alimentação escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Para além destes resultados, o projeto também incentivou a prática de consumo estratégico e saudável tanto para a família como os animais. Atualmente 50% dos beneficiários fazem a reserva estratégica de alimentos para o rebanho, com o acesso a tecnologias de armazenamento de água as famílias estão consumindo alimentos da própria produção numa perspectiva agroecológica, como frutas, verduras e hortaliças, o que tem melhorado a economia familiar e a segurança alimentar e nutricional. “O que eu mais aprendi com o projeto foi conviver com o semiárido sem ter tanta dificuldade como eu sou uma agricultora, a água era o que eu mais gerava dificuldades, então com a ajuda dos técnicos e as tecnologias sociais que eles me ensinaram para produzir, minha vida melhorou bastante, são experiências que eu vou levar para o resto da minha vida”. Avaliou a agricultora familiar, Josinete Nunes da Silva, da comunidade de Tanques – Queimadas.

A agricultora apresentou os resultados positivos que o projeto impactou na sua comunidade

Josinete tem sete filhos e sempre viveu e sustentou a família da atividade na roça, “Eu tenho certeza que se não fosse a assistência técnica além de eu ter mais dificuldade certamente eu não estaria aqui, inclusive eu já morei fora muito tempo, deixei meus primeiros filhos e fui para São Paulo buscar o sustendo, depois que eu voltei e organizei meus documentos e terra e passei a participar das atividades, eu fui aprendendo a sobreviver na minha região e descobrindo que aqui é meu lugar, hoje eu não deixo a minha terra por nada”. Afirmou.

Mauro Sérgio da Silva, da comunidade de Cajueirinho, é um jovem agricultor de 34 anos, beneficiário do projeto e avalia como um período de muito conhecimento e organização tanto da propriedade como da comunidade, depois da ATER, o jovem começou a organizar a propriedade e investiu no plantio de palma forrageira na intenção de comercializar. “Como minha propriedade é pequena eu escolhi o plantio ao invés do criatório de animais, dessa forma eu posso estar comercializando tanto a raquete como fazendo o processamento com outros ingredientes para a ração”. Afirmou Mauro que atualmente se tornou o presidente da associação comunitária de Cajueirinho.

Mauro Sérgio também contribuiu com a avaliação do projeto e destacou as tecnologias sociais de convivência com o semiárido implementadas pela ATER com as famílias.

Além de Mauro, 90% os agricultores (as) que foram beneficiários do projeto são filiados ou participam ativamente de organizações sociais como cooperativas, associações comunitárias,  e Sindicato Rural.

ASCOM-FATRES

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