Institucional

FATRES monitora ações de ATER em parceria com a SDR durante o ano de 2016 e planeja ações para 2017

A Fundação de Apoio à Agricultura Familiar do Semiárido da Bahia (FATRES)  realizou entre os dias 02 e 03 de fevereiro o monitoramento do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em parceira com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) por meio da BAHIATER. 

Cerca de 20 técnicos e coordenação estão monitorando e fazendo o nivelamento e atualização das informações.  “A gente recolhe os materiais que corresponde aos produtos/metas que os técnicos realizaram durante o mês e fazemos já uma avalição de como foram os trabalhos e o que precisa ser melhorado”, explica a coordenadora de ATER do projeto, Katia Amoedo.

Durante o monitoramento a equipe apresentou a realidade de cada município atendido pela ATER no âmbito da chamada pública-SDR/Bahiater, em que a FATRES executa. A chamada compreende os lotes de municípios; lote 30 (Queimadas Nordestina e Santaluz) e 31 (Monte Santo, Cansanção e Itiúba). Em cada lote são atendidos com ATER, 720 agricultores familiares.

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Em Monte Santo, as ações do projeto possibilitaram a organização e parceria com associações comunitárias, além do incentivo a reserva estratégica de alimentos e plantação da palma, “a dificuldade maior que as famílias tinham no município era não saber como sustentar os animais no período de estiagem, o nosso trabalho priorizou, sobretudo a orientação dos agricultores/as para o manejo e organização e sustento do rebanho”. Disse o técnico Josiclecio Silva

No município de queimadas as comunidades já se encontram fortalecidas e agricultores comprometidos com o projeto, o serviço de ATER da FATRES em Queimadas já contava com um diálogo mais próximo das comunidades por conta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares, o que oportunizou agricultores/as realizarem o planejamento da Unidade Produtiva Familiar (URF) e acessar políticas públicas como o Pronaf, Garantia Safra, e PNAE. “Queimadas tem outro ponto qualitativo para esse ano que foi a parceria com o poder público municipal, foi criado no município um Departamento da Agricultura Familiar e Economia Solidária e é um caminho para estarmos fortalecendo ainda mais as Cooperativas da Agricultura Familiar para comercialização dos produtos”.  Afirmou o Técnico de campo da FATRES, Paulo Souza.

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Em Santaluz, os agricultores/as tinham como principal fonte de renda o Sisal e a Pedra e, pouco se importavam com o criatório de animais. Lá, o projeto também gerou impactos positivos para agricultores/as que antes não conheciam as formas de manejo, não conheciam tecnologias de produção e antes nunca haviam acessado ao credito para agricultura familiar. “Agora os agricultores já conhecem e já tem outra visão do manejo sanitário dos animais, alguns já têm declaração de aptidão ao Pronaf e nos procuram sempre para apresentarem suas dificuldades”, contou a técnica de campo da FATRES, Patrícia Santiago.

Além do monitoramento os técnicos/as, juntamente com a coordenação, irão planejar as metas do mês seguinte e o planejamento das atividades coletivas. O monitoramento deste mês compreende uma avaliação mais consistente, pois, finaliza um ano de projeto – iniciado em março de 2016. “Por isso também, nós unimos as duas equipes da chamada de ATER para a avaliação, o que foi planejado no primeiro ano, nos permitiu conhecer melhor a realidade dos agricultores, realizar o diagnóstico e agora nesse segundo ano nós vamos de fato fazer a aplicabilidade das técnicas inclusive vamos está fazendo a  Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR)”. Destacou Katia Amoedo.

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