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FATRES E CONSISAL realizam curso para funcionários das escolas que serão beneficiadas com projeto 3ª água

A Fundação de Apoio a Agricultura Familiar do Semiárido da Bahia (FATRES), em parceria com o Consorcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal (CONSISAL), realizou durante o mês de Abril o ciclo de formações destinada a educadores/as, gestores/as, merendeiros/as e zeladores/as de escolas públicas municipais do Território do Sisal, que serão beneficiadas com o projeto cisterna nas escolas – 3ª água.

As capacitações têm por objetivo apresentar o projeto aos educadores (as), lideranças locais, conselho municipal de educação e sociedade civil organizada; Capacitar professores (as), gestores, merendeiras e zeladores sobre o uso adequado das cisternas, gestão da água, segurança alimentar e práticas de convivência com o semiárido; Construir junto com gestores e educadores propostas político pedagógicas  para o ensino-aprendizagem; Colaborar com a conservação, segurança e controle da qualidade da água levando em conta os 10 mandamentos  das cisternas.

“O curso de formação foi bem enriquecedor e interessante, aprendi algumas coisas que não sabia outras que já sabia  e principalmente sobre a importância da implantação, construção das cisternas nas escolas, uma vez que a gente está na região semiárida e a falta de água, a estiagem, é muito grande e as escolas as vezes deixam até de dar aulas por causa desse problema”, destacou a diretora da Escola São Vicente da Mombaça, localizada no município de Serrinha, Marilene Mendonça, que participou da capacitação realizada no mês de abril em Conceição do Coité.

A construção das cisternas nas escolas também anima os professores, que ver no projeto a possibilidade de melhorar a qualidade de vida de toda classe escolar.  “A água nos proporciona uma boa qualidade de vida, um descanso, uma liberdade, uma tranqüilidade e uma boa convivência”, acredita a professora Jaciana Nascimento Souza, educadora da Escola Plácido Moreira da Silva, localizada na Comunidade de Varginha, município de Valente BA.

Para a merendeira Priscila Oliveira Soares, que trabalha na escola Bertila Araujo Cedraz, situada no distrito de Juazeirinho, no município de Conceição do Coité, mas importante do que a teoria vista no curso é a pratica que deve ser feita nas escolas.

“Eu acho muito importante explicar pra o pessoal da escola a importância da água na vida escolar e na vida de qualquer um, mas alem do que foi dito aqui é preciso que as pessoas cheguem na escola, coloquem a mão na massa e façam o que realmente aprendeu”, afirma Priscila.

Algumas escolas como a que Priscila trabalha, por exemplo, enfrenta graves problemas na época de estiagem, por falta d’ água, algumas contam com a solidariedade de vizinhos que ajuda fornecendo água para o consumo básico, e quando não encontram solução, cancelam as aulas.

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Entenda o Projeto – A terceira etapa do projeto 1ª água é realizada pelo CONSISAL em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), esta sendo executado pela FATRES e tem por objetivo a universalização do acesso á água através da construção de cisternas de placas para captação e armazenamento da água da chuva para o consumo humano. Desde o inicio do projeto em junho de 2015 até abril de 2016, já foram implementadas mais de 11.578 cisternas para uso familiar de 16 mil litros de água, a meta é construir 11.687 cisternas.

A terceira fase do projeto, intitulada de projeto cisterna nas escolas – 3ª água,     será com a implementação de 130 cisternas escolares, distribuídas entre os municípios de Cansanção, Conceição do Coité, Lamarão, Serrinha, Santaluz, São Domingos, Tucano, Barrocas e Valente. As cisternas nas escolas terão capacidade para armazenar 52 mil litros de água.

Segundo o coordenador Geral do projeto pelo CONSISAL, Murilo Araújo, a prioridade são escolas públicas da zona rural que não tenham acesso regular a água e que tenham no mínimo 50 alunos. Alem disso a equipe técnica do projeto faz uma visita para realizar um levantamento de toda estrutura física, da equipe gestora e da área disponibilizada pela escola.

“A Nossa intenção é a universalização do acesso água, o projeto vai atender as 130 cisternas agora para as escolas com maiores necessidades e se nós não conseguirmos atender a demanda que existe dentro do território, nós vamos iniciar outra etapa até conseguirmos atingir a universalização, que é levar água em quantidade suficiente e de qualidade a quem precisa”, declarou Murilo.

Conforme Dilma Melo, educadora social da FATRES, a cisterna escolar deve ser vista como um patrimônio político pedagógico que interessa ao conjunto da sociedade brasileira e não apenas às populações que vivem, trabalham e estudam no campo. “Além disso, as cisternas nas escolas do/no campo, garante igualdade de oportunidades para os cidadãos e cidadãs terem acesso à educação e à saúde de qualidade, bem como a um trabalho decente e uma boa qualidade de vida”. Destacou a Educadora.

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