Caravana do Sertão do São Francisco visita propriedade de Técnica da FATRES em Valente
Uma propriedade organizada com área de pesteio e reserva alimentar que ultrapassa os períodos de estiagem, além do manejo e criatório de animais, uma boa área para plantação. É assim a o sítio Santo Antônio – propriedade da família da Técnica em Agropecuária da FATRES, Ângela Maria de Oliveira, localizada na comunidade de Lagoa Redonda a 09 km do município de Valente-BA.
Parte desta propriedade de 18 hectares havia sido devastada desde que a família ocupou. Há cerca de 20 anos o Pai de Ângela, Luís Mota, vem trabalhando o processo de reflorestamento da área que se tornou modelo de visitação na região. Nos primeiros anos, ele contou com o apoio a orientação do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) por meio dos cursos realizados em parceria com o Movimento de Organização Comunitária (MOC) e APAB Valente na década de 1990.
Por essa razão, a Família recebeu nesta sexta-feira (16/09), uma caravana de 35 pessoas vindas de dez comunidades do Território Sertão do São Francisco, comunidades que praticam o reflorestamento coletivo com incentivo do IRPAA e somam 900 hectares em recuperação no Território. Além de agricultores, a visita também contou com alunos de Escola Família Agrícolas (EFA), Escola Agrotécnica e Técnicos do Instituto. “É uma forma de capacitação e animação das comunidades, tem pessoas que já praticam o recaatingamento a cerca de quatro, cinco anos, mas com a seca há o desânimo, então visitar uma área dessas que passou 20 anos sendo restaurada, estimula a quem tem o interesse que cuidar da caatinga”. Destacou o Coordenador de Produção Agropecuária do IRPAA, Moacir Santos.
A principal experiência de produção no meio rural é a caprinovinocultura de corte e quando tira o leite supre também a necessidade da família, além do pequeno criatório de galinha caipira que é muito comum na região. O desafio de manter os animais e garantir alimentação principalmente nos períodos de estiagem foi o que motivou a família persistir no reflorestamento da propriedade.
Durante a visitação seu Luiz teve a oportunidade de devolver a experiência adquirida e praticada ao longo de 20 anos, a atividade que teve como objetivo maior o intercambio de saberes, famílias vindas de outra parte do semiárido puderam trocar experiências e acreditarem na recuperação do meio ambiente e que é possível viver com qualidade de vida no semiárido.
Intermediando essa equipe, Ângela, além de técnica da FATRES, compõe a diretoria do IRPAA atualmente, fruto do seu legado como aluna da Escola Agrotécnica. “Fui com o incentivo do meu Pai e ao voltar para a minha região, o vinculo não se perdeu, me tornei sócia e hoje integro a diretoria”, afirmou a técnica. “A visita foi um incentivo a mais para as famílias do Sertão do São Francisco, porque foi de lá que veio uma grande parcela da nossa experiência aplicada aqui, foi um dia muito produtivo”. Avaliou Ângela Maria.

