Batata de Salvação vira projeto de irrigação econômica em escola de Pernambuco
A FATRES teve a oportunidade de conversar, por meio de videochamada, com a gestora da Escola Construindo o Saber, a sra. Clariza Leitinho, onde está sendo desenvolvido o Projeto Batata de Salvação, com base na tecnologia de irrigação da batata de salvação. A escola fica localizada no município de Verdejante, no sertão de Pernambuco, e está desenvolvendo um projeto de irrigação econômica, onde as crianças já plantaram 25 mudas de árvores frutíferas nos arredores da escola.

Questionada sobre a motivação em desenvolver esse projeto ela comentou: “O intuito é levar as crianças ao ambiente científico, para que eles sejam os protagonistas, experimentem. A Batata veio para suprir todas as necessidades. Eu estava buscando uma solução para um projeto de irrigação, mas que não utilizasse muita água nem energia elétrica daí vi o no vídeo de vocês da Batata de Salvação, no Youtube, e achei o máximo. Mostramos à equipe da escola, e desenvolvemos o projeto.”

Sobre esse aspecto da tecnologia, Clariza ressalta, “a segunda etapa do projeto é levar isso para os agricultores, é validar isso como projeto e mostrar que essa tecnologia funciona (…) porque não existe um agricultor que não tenha um pedaço de corda em casa, um vaso, e é só o que ele precisa, para que numa seca como estamos agora, ele possa cultivar uma planta frutífera, pra que ele possa ter um alimento na sua casa.”

A gestora comentou ainda sobre a reação das crianças em relação à batata, e como é atraente o interesse sobre a tecnologia, sobre como a corda leva a água até a planta, e reitera, “ninguém conhece a Batata por aqui, e está sendo um sucesso. Nós plantamos 25 mudas de árvores frutíferas, seguindo à risca as orientações colocadas no vídeo (…) hoje já temos plantas crescidinhas, e nenhuma morreu. Então está dando certo!”

A batata de salvação é uma tecnologia de econômica por capilaridade, utilizada na agricultura e produção de plantas frutíferas e hortaliças, criado e desenvolvido pela FATRES em 2013, com o objetivo de colaborar com a produção no semiárido e convivência com a seca.