Institucional

ATER da FATRES fortalece agricultores/as de Sítio Novo I em Santaluz

Na comunidade de Sítio Novo I no município de Santaluz, a FATRES está atendendo diretamente 30 famílias com a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em parceira com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) por meio da BAHAIATER. Há cerca de oito anos as famílias passaram a desenvolver o plantio de hortaliças depois de receber a aguada comunitária. “De inicio alguns moradores tiveram a iniciativa de plantar hortaliças, grande parte do terreno foi doação mas quando essa prática começou a ser mais explorada aqui, outros moradores foram comprando terreno próximo da aguada”. Explica o Presidente da Associação Comunitária da comunidade de Sitio Novo I, o Agricultor, Martinho Lima Santiago.

Na comunidade vivem aproximadamente 50 famílias e 15 delas aproveitaram a aguada que tem aproximadamente 4 km de extensão para o plantio de alimentos, entre eles, a couve, tomate, coentro, pimentão, alface, cebolinha, goiaba, coco, laranja, manga, mamão, maracujá, banana, feijão, batata, milho, aipim, abobora, entre outros alimentos tal como o quiabo que é o forte da produção dos agricultores/as. Além de abastecer a própria mesa, as famílias comercializam na feira livre de Santaluz e também para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que por meio da aquisição direta dos agricultores, atendem outras comunidades em situação de vulnerabilidade social.

Agricultores ainda usam sistema tradicional para o plantio
Agricultores ainda usam sistema tradicional para o plantio e pretendem implementar novas tecnologias de produção.

Das 15 famílias que plantam hortaliças em Sítio Novo I, pelo menos seis delas sobrevivem unicamente desta atividade. Sem outra renda e atividade extra, o desafio é imenso para conseguir garantir pelo menos um salário mínimo mensal, principalmente nos períodos de estiagem.  Sem água encanada as famílias ainda precisam utilizar da aguada para os afazeres domésticos em tempos de escassez.  “O riacho mesmo na seca ele permanece com água porque em alguns pontos da aguada minam, com esta reação da natureza os agricultores fazem cacimba e da para continuar produzindo durante todo o ano”. Conta seu Martinho.

Apesar de não faltar água os moradores enfrentavam dificuldade com a falta de orientação e auxilio para organização. Muitas lavouras ainda com as pragas e, nos períodos de longa estiagem a produção não vinha sendo suficiente para a sustentabilidade das famílias. Um problema que vem sendo solucionando desde que passaram a receber Assistência Técnica da FATRES em janeiro de 2016, a ATER visa fortalecer um trabalho que os agricultores/as já desenvolvem na comunidade. “Um dos nossos objetivos é estar formalizando um grupo de produção para que as famílias possam trabalhar coletivamente e expandir a produção, não apenas para o município, como para outras cidades vizinhas”. Afirma o Técnico de campo da FATRES, Arismário de Oliveira. Os/as agricultores/as apesar de serem parceiros/as, ainda não se organizaram por meio de um grupo formal, cada um/a trabalha individualmente e produz para o sustento da própria família.

O Agricultor sobrevive apenas da horticultura  fala da satisfação em receber Assitência técnica da FATRES
Martinho que sobrevive apenas da horticultura fala da satisfação em receber Assistência técnica da FATRES.

Com a presença do técnico na comunidade as famílias estão sendo orientadas sobre o uso correto e aproveitamento da água, tecnologias sociais para a produção e de convivência com o semiárido, além de contribuir para que estas famílias estejam organizadas socialmente com segurança alimentar nutricional e independência financeira. “É muito rico o suporte que a FATRES tem dado para nós agricultores, pois sempre precisamos das orientações dos técnicos e o conhecimento passado por eles tem fortalecido a nossa produção”. Avaliou seu Martinho. A Assistência Técnica e Extensão Rural prestada pela FATRES, além do município de Santaluz, atende os municípios de Monte Santo, Cansanção, Itiúba, Nordestina e Queimadas, contemplando 1440 famílias.

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